07/10/2019

Dirigentes do Sindicato participam do 13º CONCUT



A presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzi Rodrigues, o secretário de Comunicação da Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE), Fabiano Moura, a secretária de Finanças do Sindicato, Terezinha Santiago, o secretário de Bancos Privados, Expedito Solaney, e a dirigente da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Nordeste (Fetrafi-NE), Tereza Souza, estão em São Paulo, na Praia Grande, para participar do 13º Congresso Nacional da CUT “Lula Livre” – Sindicatos Fortes, Direitos, Soberania e Democracia, que acontece entre os dias 7 e 10 de outubro.


Com o objetivo de traçar rumos para a luta em defesa dos trabalhadores, o Concut, além de eleger nova diretoria, terá como desafio defender direitos ameaçados por Bolsonaro.


Suzi Rodrigues destaca que este ano o Congresso vai ter um papel fundamental na defesa da Classe Trabalhadora. “Mais do que nunca é hora de reagir e defender os direitos duramente conquistados ao longo dos anos. Temos uma conjuntura desfavorável e que só privilegia patrões. Vamos ter muita dificuldade, mas vamos nos organizar para sair do Concut mais fortalecidos do que nunca”.


Além dos movimentos sociais das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, o congresso recebe mais de 100 sindicalistas de 50 países do mundo. Para cerimônia de abertura, que vai acontecer na noite deste primeiro dia, já confirmaram presença a presidenta do PT, Gleisi Hoffman e a ex-presidenta Dilma Rousseff. Nos debates que serão realizados na terça (8), o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad e o ex-ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, farão análises de conjunta nacional e internacional, respectivamente.


Na quinta-feira (10), última dia de Congresso, os delegados vão eleger a nova direção executiva da CUT. Logo após a eleição, os novos dirigentes tomarão posse para o período 2019-2023.


Para o secretário de Comunicação da CUT-PE, Fabiano Moura, é necessário eleger com sabedoria os novos delegados. “Os próximos representantes eleitos terão papel definitivo até 2023. Além de ter espaço para discutir o estatuto e o plano de luta para a Central no próximo período, os delegados e delegadas precisam afinar o diálogo e se preparar para os contínuos ataques contra os brasileiros”.


O 13º Concut vai acontecer no ano que a Central completa 36 anos de história de lutas e conquistas e em que, paralelamente, o Brasil vive uma das piores crises econômicas e sociais e tem um governo de extrema direita, ligado ao empresariado e ao mercado internacional que em apenas nove meses atacou vários direitos conquistados com muita organização, resistência, mobilização e luta.


Além de discutir estratégias para enfrentar a ferocidade neoliberal de Bolsonaro, os sindicalistas terão que traçar planos para discutir os novos modelos de contrato de trabalho, impostos pela reforma Trabalhista e como organizar os trabalhadores neste novo mundo do trabalho, em que avanços tecnológicos e inteligência artificial estão lado a lado com o trabalho precário, sem registro, sem direitos.

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