13/08/2019

Bancários lutam contra reforma da Previdência neste Dia Nacional de Mobilização (13/8)



Nesta terça-feira (13), milhares de trabalhadores e estudantes foram às ruas, no Dia Nacional de Mobilizações, paralisações e greves contra a Reforma da Previdência. Em Pernambuco, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco iniciou suas atividades pela manhã, em frente ao banco Itaú - agência Dantas Barreto, para dialogar com bancários e a população sobre as retiradas de direitos impostas pelo governo Bolsonaro neste seu primeiro ano de mandato.

As atividades contra a nefasta reforma da Previdência, que acontece em todo País, prosseguiram na Rua da Aurora, em frente ao Ginásio Pernambucano. Bancários e diretores do Sindicato uniram-se aos estudantes, professores e trabalhadores de outras categorias, mostrando força e indignação contra o retrocesso que atinge a Previdência Social e em defesa dos bancos públicos.

Para o secretário de Bancos Privados, Expedito Solaney, defender os bancos públicos e a Previdência Social é garantir que as conquistas de décadas sejam respeitadas. “Os ataques estão surgindo diariamente, mas precisamos redobrar nossas forças e não permitir que este governo faça o que bem entender com os brasileiros e as brasileiras. Não é justo que as trabalhadoras e os trabalhadores não recebam uma aposentadoria digna após anos de contribuição. Além disso, as garantias que os bancos públicos oferecem para sociedade estão ameaçadas de acabar. Vender o patrimônio brasileiro só vai prejudicar a vida dos menos favorecidos”, destaca Solaney.



Além de denunciar os deputados Federais que aprovaram a proposta de reforma da Previdência, o Sindicato fez o alerta sobre a votação no Senado.

“Temos que dizer não para estes traidores da classe trabalhadora, que votaram a favor da proposta, nas próximas eleições. Os senadores precisam ficar cientes de que a população não admite o que estão fazendo com os trabalhadores. Orientamos que liguem para os gabinetes, procurem as páginas dos parlamentares nas redes sociais e deixem bem claro que, se eles votarem contra os brasileiros, não receberão o nosso voto”, comenta o secretário de Administração do Sindicato, Geraldo Times.



A luta dos trabalhadores é contra as mudanças propostas para a Previdência, entre elas, a instituição da obrigatoriedade de idade mínima para aposentadoria, que passa a ser de 65 anos para os homens e 62 para mulheres. Além disso, para receber 100% do benefício, o trabalhador deverá contribuir por 40 anos. O tempo mínimo de contribuição será de 15 anos para mulheres e de 20 anos para homens. Neste caso, receberão apenas 60% do benefício.

Durante o ato, o agricultor afastado por acidente de trabalho, João Rufino, destacou que o atual governo está brincando de governar e só quer beneficiar os poderosos.

“O atual governo está aumentando a desigualdade no País e facilitando para os patrões fazerem o que bem entender com seus empregados. O que vai acontecer é que a cada dia viver no Brasil vai ser mais difícil. Precisamos permanecer nas ruas e não deixar que isso aconteça. Bolsonaro está fora do rumo, sem conseguir dar o retorno que a população precisa. O que estamos vendo é muito desemprego e a miséria voltando”, apontou João.



Outro absurdo proposto pela reforma da Previdência e que precisa ser combatido é que o cálculo do benefício também muda, reduzindo os valores que serão pagos aos trabalhadores. Hoje, sem a aprovação da nefasta reforma, os valores são calculados levando em conta 80% dos maiores salários de contribuição. Apenas os maiores valores são utilizados no cálculo. Com a reforma da Previdência, os valores passam a ser calculados pelo total das contribuições, mesmo as de menor valor. Isso derruba o valor médio das contribuições e leva à redução do benefício a ser pago aos trabalhadores.

PRESSÃO

A população pode contar com uma plataforma digital criada pela Secretaria de Comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) para fazer pressão contra a reforma da Previdência. No site “Na Pressão” é possível o envio de e-mails ou mensagens pelas redes sociais ou telefone para parlamentares, juízes, ministros e qualquer outra autoridade que represente o povo brasileiro. Acesse: www.napressao.org.br

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