12/05/2019

Sindicato defende nova proposta pela manutenção da Cassi



A nova proposta para a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) será apreciada pelos participantes do dia 17 a 27 de maio. O Sindicato dos Bancários de Pernambuco, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a maioria das entidades representativas, orientam a aprovação da proposta, que traz avanços significativos.

Fruto de dez rodadas de negociação, a proposta a ser levada ao Corpo Funcional mantém a relação contributiva de 60% a 40%, por meio da contribuição de 3% sobre cada dependente dos ativos e do pagamento da taxa de administração; mantém a solidariedade mesmo cobrando por dependentes; incorpora os novos funcionários no Plano Associados; mantém os pontos fundamentais da governança da Cassi e o equilíbrio entre banco e associados; e traz novos aportes do BB para recompor a situação financeira precária do plano de saúde.

"Nas negociações, o banco teve que abrir mão de sua intransigência e avançar em relação à proposta rejeitada em 2018. As entidades apresentaram várias sugestões e solicitaram uma série de cálculos atuariais aos técnicos da Cassi. A proposta apresentada pelo BB pode não ser a ideal, mas mantém preceitos fundamentais e garante a sustentabilidade da Cassi. Por isso, orientamos a aprovação", afirma a secretária-Geral do Sindicato e funcionária do BB, Sandra Trajano.

Dada a situação financeira da Cassi, de déficit de R$ 251 milhões e patrimônio líquido negativo no Plano Associados, a alternativa seria uma intervenção da ANS, com desfecho imprevisível. Além disso, a negociação se deu sob a vigência da Resolução CGPAR 23, que determina às empresas estatais federais que instituam cobrança por dependente ou por faixa etária. A cobrança por faixa etária foi rechaçada pelas entidades, pois significaria grandes aumentos nas contribuições ao longo do tempo. Nas negociações, o banco avisou que só aceitaria fazer novos aportes à Cassi se fosse estabelecido uma das duas formas de cobrança. 

A presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, destaca que a proposta é fruto de negociação em uma conjuntura política adversa, em que o governo empossado em janeiro anuncia a privatização de “tudo o que for possível” e não mede esforços para destruir a Previdência Social, cortar direitos trabalhistas, atacar sindicatos e organizações sociais e sucatear os serviços públicos. " Diante de tantos ataques, ao Sindicato, a Contraf e as entidades representativas priorizam, neste momento, a sobrevivência da Cassi para, quando houver conjuntura mais favorável, conseguir novos avanços e incorporar novos direitos", conclui Suzineide Rodrigues.

Confira como era a proposta rejeita e como é a proposta atual:




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