01/05/2019

Greve Geral é aprovada pela classe trabalhadora neste 1º de Maio



Pela primeira vez, as centrais sindicais do País - Central Única dos Trabalhadores (CUT), CSP Conlutas, Força Sindical, Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Intersindical, UGT e Nova Central Sindical - realizaram um grande ato unificado para marcar o 1º de Maio, Dia das Trabalhadoras e dos Trabalhadores, em defesa da Previdência Pública. O Sindicato dos Bancários de Pernambuco participou da mobilização no Recife (PE), na Praça do Derby. Uma Greve Geral foi aprovada para junho pela classe trabalhadora.

A reivindicação principal é pela não aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 006/2019, que aumenta o tempo de contribuição e reduz o valor do benefício pago aos aposentados. Na próxima semana, a referida PEC começa a ser analisada na Comissão Especial na Câmara dos Deputados. 

Para a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, o Brasil precisa de emprego, educação, saúde e política social para voltar a crescer. "Milhares de trabalhadoras e trabalhadores foram às ruas em todo o Brasil em defesa da Previdência pública para que a gente possa ter um País mais igualitário. Os bancários vão seguir lutando pelos direitos da categoria, pois temos direitos assegurados por uma Convenção com 26 anos, assim como pelas conquistas de toda a classe trabalhadora", afirma.

Por ocasião dos atos unitários, a classe trabalhadora e o conjunto das centrais sindicais anunciaram uma Greve Geral contra a reforma da Previdência para o dia 14 de junho. "Esse 1 de maio é um marco não apenas como reforço da luta da classe trabalhadora, mas também pela indicação da greve geral. Querem retirar os direitos da sociedade, mas vamos fazer grandes mobilizações contra a reforma da Previdência", afirma o dirigente do Sindicato e da CUT Pernambuco, Fabiano Moura.



Caso a reforma seja aprovada, a aposentadoria por tempo de contribuição irá acabar e as mulheres serão obrigadas a se aposentarem com, no mínimo, 62 anos de idade, e os homens 65 anos.

Além disso, o tempo mínimo de contribuição subirá de 15 anos para 20 anos e os trabalhadores vão receber menos, apenas 60% do valor do benefício será pago. Para ter acesso à aposentadoria integral, o trabalhador terá de contribuir por pelo menos 40 anos.



"É um ataque ferrenho ao direito mais pleno que nós temos, que é o direito de se aposentar depois dos anos de contribuição. Devemos, sim, estar unidos não só em defesa da aposentadoria, mas também de todos os diretos que estão sendo atacados por este governo. Seremos resistência sempre", conclui a secretária-Geral do Sindicato, Sandra Trajano.

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