07/02/2019

Seminário apresenta mitos e verdades sobre a privatização



Na abertura do primeiro encontro das entidades que defendem a manutenção das estatais como patrimônio do povo brasileiro e os direitos de seus trabalhadores após a eleição presidencial no País, realizado na quarta-feira (6), no Hotel San marco, em Brasília (DF), a coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Maria Rita Serrano, fez um breve relato das ações desenvolvidas desde que o fórum foi criado, há pouco mais de três anos. Entre essas ações, uma grande campanha que agora será relançada, a criação de comitês estaduais pelo Brasil, lançamento de livros e centenas de debates para esclarecer as péssimas consequências da privatização para trabalhadores e sociedade.


O seminário reúne dezenas de representantes de categorias e entidades de trabalhadores em empresas públicas. Bancários, estavam presentes petroleiros, funcionários da Embrapa, Conab, Correios, serviços hospitalares, advogados, aeroportuários, moedeiros são alguns entre eles, além de conselheiros nessas instituições. Centrais sindicais e a Federação Nacional das Associações dos Empregados (Fenae) da Caixa Econômica Federal, parceira do comitê, integram os debates.  


A secretária de Bancos Públicos do Sindicato, Cândida Fernandes, e a secretária-Geral e membro do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Sandra Trajano, participaram do evento, que contou com debates com foco nos questionamentos jurídicos e políticos para elaboração de estratégias contra a privatização. As palestras terão como temáticas Mitos e verdades sobre privatizações, por Felipe Freire (subseção Dieese); Os desafios do Congresso e a nova estrutura do Poder Executivo, por Neuriberg Dias (Diap) e Avaliação do cenário no âmbito jurídico legal, com o advogado Luiz Alberto dos Santos, consultor do comitê.


Na abertura do Seminário os participantes fizeram um minuto de silêncio pelas vítimas da Vale em Brumadinho (MG), no maior acidente de trabalho ocorrido até hoje no Brasil e que tem entre suas causas a ganância desenfreada e o descaso com a segurança dos empregados, intensificados com a privatização da empresa no governo FHC. Um custo alto demais a ser pago pela irresponsabilidade social da empresa.

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