09/10/2018

Haddad se compromete com a defesa das empresas públicas



Fernando Haddad, candidato do PT à Presidência da República, assinou, no dia 7 de outubro, termo de compromisso com o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas. No documento, ele se compromete a “apoiar e defender o fortalecimento das empresas públicas em nome do interesse coletivo e da soberania nacional”, caso seja eleito. Na atual conjuntura, a Caixa, Banco do Brasil e Banco do Nordeste estão entre as empresas públicas ameaçadas de privatização.

Com a confirmação da disputa entre Haddad e Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno, a questão das privatizações fica evidenciada em dois projetos distintos, já que o candidato do PSL tem como diretriz a venda de estatais.

Embora pouco fale sobre sua plataforma econômica, seu mentor, Paulo Guedes, já deixou claro mais de uma vez que pretende promover a venda de “todas” as estatais, justificando que essa seria uma forma de reduzir o endividamento público.

“São dois projetos opostos que estão colocados para o País. Não podemos optar pelo retrocesso”, afirma Rita Serrano, coordenadora do Comitê e representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa.

Além de não se comprometer com a defesa das empresas públicas, o candidato Jair Bolsonaro não se tem mostrado como a melhor opção de voto para os bancários. Na semana pré-eleitoral, Bolsonaro envolveu-se num escândalo de caixa 2. A denúncia publicada pela Folha de S. Paulo revela que empresários bancaram a compra de distribuição de mensagens em massa nas redes sociais contra o PT, no valor de R$ 12 milhões por conta.

“Essa prática pode ser considerada doação de empresas por meio de serviços, o que é proibido pela legislação eleitoral, e não declarada, o que configura caixa 2. Esse não é o perfil de candidato que queremos para o futuro do Brasil”, avalia a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues. 


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