06/10/2018

Maioria absoluta rejeita alteração estatutária da Cassi



Mais de 91 mil associados da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) votaram não à proposta apresentada pelo banco de reforma estatutária. O resultado é fruto da mobilização realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Sindicato dos Bancários de Pernambuco e demais entidades representativas, em defesa dos funcionários do BB.


A votação apurada nesta sexta-feira (5), contou com a participação de 132.504 associados. Entre os votantes, 91.796 disseram não, e 38.970 votaram favoravelmente à alteração. Foram registrados também 805 votos brancos e 933 nulos.


“Essa vitória do não representa a unidade dos funcionários ativos e aposentados do Banco do Brasil e de todas as forças que compõem o movimento sindical, que ajudaram nesse debate. Agora, o Sindicato e a Contraf vão cobrar do banco a construção de uma mesa de negociação específica para discutirmos o rumo e a existência de uma Cassi forte e que atenda aos interesses dos funcionários ao mesmo tempo em que ela seja um plano sustentável”, afirma a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.


A mudança estatutária da Cassi feria a representação dos associados com mudanças de governança na Caixa de Assistência. A proposta votada pretendia excluir novos funcionários e aposentados, bem como reduzir a idade máxima dos dependentes de 24 para 21 anos. Também instituir cobrança por dependente de modo discriminatório entre ativos e aposentados. Além disso, seria criado do Voto de Minerva na diretoria para o presidente indicado pelo BB.


Para isso, o BB usou de assédio, mensagens nos terminais de autoatendimento e nos celulares dos funcionários, como nunca havia feito em nenhuma campanha anterior.


Para Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, o resultado da votação possibilita uma nova reabertura de negociações. “A Cassi tem um plano B, que é a negociação e a participação do corpo social. Nós entendemos que uma mudança estatutária desse tamanho não pode ser feita sem a participação da Contraf-CUT, dos sindicatos e das demais entidades. O funcionalismo do BB merece mais respeito do que o que a direção da Cassi fez durante esse processo de votação. Estamos à disposição para a retomada das negociações num ambiente de respeito, transparência, no qual as responsabilidades do banco e dos associados sejam de forma proporcional, assim como está no estatuto”, concluiu.

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