29/09/2018

#EleNÃO: bancárias se unem a mais de 20 mil pessoas em ato das mulheres contra o fascismo


Mais de 20 mil pessoas, lideradas pelas mulheres, comparecem ao protesto contra o candidato a presidente da República Jair Bolsonaro no Recife, entre elas, diretoras e funcionárias do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, além de empregadas de diversos bancos públicos e privados.


O ato, realizado no sábado (29) em várias capitais brasileiras e em alguns países como Portugal, Itália, Argentina, Alemanha e França, cumpriu com grandeza seu objetivo de protestar contra as ideias fascistas difundidas pelo presidenciável do PSL em seus tresloucados discursos, e ratificadas por seus aliados.


“Nós bancárias e bancários não poderíamos nos ausentar deste dia histórico em defesa da democracia e das liberdades individuais e contra o machismo, o racismo, a LGBTfobia e o ódio de classe. É importante que a categoria compreenda que tudo o que acontece no País tem grandes impactos no nosso dia a dia. Por exemplo, o fascista propõe que as mulheres ganhem salários inferiores aos dos homens, exercendo as mesmas funções. #Elenão passará!”, exclama a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.


Durante o ato que ocupou canto a canto da Avenida Conde da Boa Vista, no centro, as mulheres, que representam mais de 50% do eleitorado brasileiro, lembraram as declarações misóginas do presidenciável, tal como: “Eu tenho cinco filhos. Foram quatro homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio uma mulher”. A declaração foi concedida em palestra na Hebraica, no Rio de Janeiro, em abril do ano passado. Em 2014, o deputado federal disse que não estupraria a colega Maria do Rosário (PT-RS) porque ela não merecia. “Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar, porque não merece”, afirmou o congressista, após a parlamentar defender vítimas da Ditadura Militar (1964-1985).




A última afirmação estapafúrdia repudiada pelas mulheres veio do candidato a vice-presidente na chapa bolsonarista, general Hamilton Mourão (PRTB). “A partir do momento em que a família é dissociada, surgem os problemas sociais. Atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai e avô, mas sim mãe e avó. Por isso, é uma fábrica de elementos desajustados que tendem a ingressar nessas narcoquadrilhas”, declarou.


Na ocasião, uma das apresentadoras da marcha também relembrou a trajetória improdutiva do deputado federal, Jair Bolsonaro. “Ele quer aparecer como o novo, mas são 27 anos de desserviços à política em que ele só tem dois inúteis projetos de lei aprovados. Na verdade, ele é o que tem de mais atrasado e de pior na política brasileira”, criticou.


Presente ao ato, a secretária-Geral do Sindicato, Sandra Trajano, ressalta o papel decisivo das mulheres nestas eleições.“Ele vai aprender a importância que têm as mulheres quando for derrotado por nós nas urnas e enterrado com uma pá de cal histórica sob a liberdade e a democracia que novamente abrirão suas asas sobre nós”, assegurou. 


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