14/09/2018

Sindicato conquista reintegração no Itaú



Mais uma reintegração é conquistada pelo Sindicato dos Bancários de Pernambuco. Nesta quinta-feira (13), Ismar Lins voltou a integrar o quandro de funcionários do banco Itaú. A demissão foi considerada arbitrária pela Justiça do Trabalho devido ao reconhecimento da doença ocupacional.

A presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, e os dirigentes Paulo Henrique, Luiz Henrique e Vilma Pontes acompanharam o ato de reintegração que ocorreu no Itaú Personalité, na Agamenon Magalhães. 

Ismar é funcionário de origem da agência Itaú - Agamenon Magalhães. Oriundo do Hipercard, ele desempenha a atividade como bancário há 18 anos. As atividades diárias e a inadequação do ambiente de trabalho resultaram em Síndrome do Túnel do Carpo, Epicondilite, Síndrome do Manguito Rotador, calcificações, Tendinite e Bursite. 

Em junho deste ano, o funcionário foi desligado por supostamente estar com os índices de Pesquisa de Satisfação e de Cancelamento indesejados pela instituição. O banco não considerou os argumentos apresentados pelo bancário. Ele havia atingido pontuação de 7,78, enquanto a média da carteira de Pessoa Jurídica era 8. Além disso, o seu índice de cancelamento foi impactado pela falta de entrega das "maquininhas" da rede pelo banco, fato que ocorreu no mesmo período que o funcionários estava de férias.

Ismar, que já estava recebendo orientações do Sindicato relativas à saúde, procurou imediatamente a entidade ao ser demitido. “Eu tomava remédios e vinha trabalhar mesmo doente, porque sem entrega você não permanece num banco. Antes a minha prioridade era o banco, mas a partir de hoje será minha saúde. A grande parte dos bancários trabalha doente, como eu trabalhei. Cheguei a conclusão que não vale a pena. Meu sangue não pode ser só laranja (cor do Itaú), tem que ser vermelho. Porque eu preciso da minha saúde para poder trabalhar também, assim como para suprir a necessidade da minha família. Quando eu tiver um filho não terei nem a possibilidade de segurá-lo nos braços, porque não tenho condições”, afirmou.

Priorizar o trabalho em detrimento da saúde ainda é uma conduta assumida por muitos bancários. A presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, alerta a categoria. “Muitos bancários ficam doentes, vão ao médico e sabem qual é a situação real da sua saúde, mas por conta da demanda de trabalho deixam para amanhã, assim como fez Ismar. O banco não respeitou a sua doença e o demitiu um dia após ele ter sido socorrido. O Sindicato agiu rapidamente e conquistamos essa vitória ao reintegrá-lo”, conclui.

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