17/08/2018

Campanha 2018 entra em semana decisiva



A sétima rodada de negociação da Campanha 2018 ficou na estaca zero. Mais uma vez a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não apresenta contraproposta para a categoria bancária. Nesta reunião realizada hoje (17) em São Paulo (SP), nem sequer a redação das cláusulas que estavam pendentes foi posta na mesa. Uma nova agenda está marcada para a próxima terça-feira (21), a partir das 14h, no mesmo local.


Sem resposta decente, o Comando estabeleceu a próxima semana como prazo limite para que os patrões apresentem uma proposta viável aos bancários. Os representantes dos trabalhadores cobram também uma posição mais efetiva nas mesas de negociação específicas dos bancos públicos.


Os dirigentes do Comando cobraram e ficou acordado na mesa que essa nova negociação só se encerrará quando houver uma proposta factível ou haverá impasse. Qualquer uma das hipóteses será apreciada pelos bancários em assembleias, nas quais serão definidos os próximos passos da Campanha 2018. Durante todos os dias de negociação, os bancários estarão mobilizados em uma semana de luta.


“Desde o início da negociação, os representantes dos bancos afirmam que querem uma negociação de boa fé, mas o dia 31 de agosto está chegando e ainda não obtivemos avanços concretos. Chegamos ao nosso limite. Se os banqueiros não apresentarem proposta viável com aumento real e manutenção da CCT, a deflagração da greve por tempo indeterminado será inevitável”, avalia a presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues.


Conforme Suzineide, o Comando apresentou na mesa o resultado das assembleias em todo o País, que rejeitaram por unanimidade a proposta apresentada pela Fenaban na sexta rodada, que somente repunha a inflação do período (estimada em 3,79% de 1º de setembro de 2017 a 31 de agosto de 2018). Também, ressaltou a disposição da categoria para lutar por aumento real de salário e garantia de direitos.


“O setor tem excelentes resultados há anos. Podem pagar aumento real e não há nenhum motivo para demitir, retirar direitos ou precarizar os empregos bancários. Para fechar a campanha, queremos ter essas garantias e esperamos que na semana que vem a proposta dos bancos atenda a essas reivindicações fundamentais para a categoria, e plenamente factíveis para os bancos”, destaca a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que é uma das coordenadoras do Comando, Juvandia Moreira.


O levantamento feito pela consultoria Economatica mostra que, enquanto os demais setores da economia perdem com a crise, os bancos seguem lucrando. Dos 26 setores avaliados, seis tiveram prejuízo. E o mais lucrativo foi o setor bancário, que fechou o segundo trimestre de 2018 com R$ 17,6 bilhões contra R$ 15,2 bilhões em 2017, crescimento de 15,57% ou R$ 2,37 bilhões. O estudo refere-se apenas às empresas com ações na bolsa, e portanto, não foi levado em conta o lucro da Caixa.


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