14/08/2018

Sindicato promove mobilização em defesa dos bancos públicos e do direito à saúde



O Sindicato dos Bancários de Pernambuco promove atos nesta quarta-feira (15) para marcar o Dia Nacional de Luta em Defesa dos Bancos Públicos e contra as Resoluções nº 22 e 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR). A ação será realizada a partir das 16h, na Praça do Diário, centro do Recife, com a participação da Central Única dos Trabalhadores em Pernambuco (CUT-PE), dos movimentos sindicais e sociais.

As resoluções contestadas pela categoria determinam que empresas estatais reduzam investimentos na assistência à saúde dos trabalhadores; e limita a 6,5% da folha de pagamento a participação no custeio dos planos de saúde dos funcionários de empresas públicas.

De acordo com a secretária de Bancos Públicos do Sindicato, Cândida Fernandes, os ataques atingem empregados da Caixa, Banco do Brasil e Banco do Nordeste. “Embora as empresas públicas tenham 48 meses para implementar a resolução, as mudanças já afetam planos de autogestão como Cassi, Saúde Caixa e Camed. Mas, nós as bancárias e os bancários estamos mobilizados para luta contra mais esse ataque aos nossos direitos”, afirma. 

As resoluções impostas pelo Governo Federal e a recente alteração no estatuto da Caixa estipulam o limite correspondente a 6,5% da folha de pagamento para a participação do banco nos investimentos com o Saúde Caixa, à revelia do que prevê o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). 

Na Cassi, a diretoria e o Conselho Deliberativo da Caixa de Assistência aos Funcionários do Banco do Brasil aprovaram reforma estatutária e a revisão do custeio que favorece a empresa e prejudica os associados. A proposta prevê aumento de 4% para os associados, mantendo as contribuições do banco em 4,5%. Ainda estabelece cobrança por dependente de ativos, com contrapartida do BB, e por dependente de aposentados, sem contrapartida do BB. 

Por sua vez, a Camed já anunciou um reajuste, sem negociar com os representantes dos funcionários, de 1,5% para 2,5% da remuneração bruta de cada associado. De acordo com o Estatuto Social da Caixa de Assistência, qualquer elevação nas contribuições só poderá ser efetivada após consulta e aprovação do corpo de associados.

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