01/08/2018

Fenaban mais uma vez empurra proposta global para o dia 7 de agosto



Novamente, o setor mais lucrativo da economia brasileira, representado pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), enrolou e não apresentou proposta concreta durante a 5ª rodada de negociação da Campanha Nacional Unificada 2018, realizada no dia 1º de agosto, em São Paulo (SP). A resposta às reivindicações da categoria foi empurrada para o dia 7 de agosto.


O Comando Nacional dos Bancários protestou e alertou que não aceitará novo adiamento e logo no dia 8, os trabalhadores estarão reunidos em assembleia para avaliar a proposição global.


Na ocasião, foram apresentados todos os itens das cláusulas econômicas e de igualdade de oportunidades da pauta.


Entre elas, aumento real (INPC acumulado mais reajuste) nos salários e demais verbas como Participação nos Lucros e Resultados, vale-alimentação e vale-refeição, auxílio-educação, auxílio-creche/babá, plano de cargos e salários, além de ações de promoção à igualdade de gênero, raça, religião, etnia e de orientação sexual e realização de um novo Censo da Diversidade.


“A posição reticente da Fenaban afasta cada vez mais a possibilidade de construção de um acordo real. Tendo vista esse cenário, as bancárias e os bancários devem ficar atentos e preparados para a deflagração de uma greve contundente, de dentro para fora”, alerta a presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues, presente na reunião de avaliação do Comando.


Durante a negociação, os representantes dos trabalhadores também apontaram os lucros cada vez maiores dos bancos, comprovando que os banqueiros têm condições de remunerar melhor os funcionários. Em 2017, apenas os cinco maiores bancos lucraram R$ 77,4 bilhões, aumento de 33,5% em relação a 2016. Só no primeiro trimestre deste ano, o setor já apresenta lucro 20,4% maior do que no mesmo período do ano passado. De 2003 a 2017, a soma dos lucros dos maiores bancos atuantes no Brasil obteve um crescimento real de 159,5%.


“Destacamos que a categoria espera uma proposta completa, com aumento real, diante dos balanços do semestre já divulgados. Não há justificativa para que esses reajustes reivindicados pela categoria não sejam atendidos”, argumenta a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira.


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