11/07/2018

Bancários reafirmam ultratividade em segunda mesa de negociação da Campanha 2018


O Comando Nacional dos Bancários volta à mesa de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) nesta quinta-feira (12). A expectativa é de que os representantes dos banqueiros assinem o pré-acordo de ultratividade para garantir a manutenção de todos os direitos previstos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Sem essa garantia, a partir de 31 de agosto os bancos poderão deixar de pagar os vales refeição e alimentação, auxílio-creche, plano de saúde ou contratar funcionários com salários abaixo do piso. Antes da aprovação da Lei nº 13.467/2017 relativa à Reforma Trabalhista, o pré-acordo vinha sendo assinado no início da negociação sem qualquer objeção. Desta vez, a Fenaban não assinou o documento na primeira rodada de negociação e nem sequer sinalizou positivamente.

Essa dificuldade amparada no reformismo do governo Temer já atinge outras categorias. Os vigilantes, por exemplo, não conseguiram a assinatura do acordo antes do vencimento da data base da categoria. Em algumas empresas, os trabalhadores já perderam o vale-refeição e o plano de saúde. 



A presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues, esteve em São Paulo para acompanhar  de perto as tratativas na primeira rodada de negociação. “Depois de 20 anos, temos um novo negociador na mesa que não é bancário. Estamos tratando com advogados que estão com a reforma trabalhista nas mãos. A conjuntura é adversa e requer dos bancários uma Campanha Nacional Unificada participativa e forte, de dentro para fora”, avalia.

A minuta apresentada pela categoria reivindica principalmente a manutenção da CCT e da mesa única de negociação, aumento real, PLR maior, mais empregos, melhores condições de trabalho, entre outros. O calendário da Campanha Nacional Unificada 2018 foi antecipado taticamente para assegurar que as negociações ocorram antes do vencimento do acordo vigente.

“Os bancos lucraram muito na crise, em boa parte em razão do trabalho árduo dos bancários. Esperamos que esse empenho seja reconhecido na mesa de negociação, pois os bancos têm condições de atender a todas reivindicações da categoria e continuar obtendo seus vultosos lucros”, conclui.

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