19/06/2018

Sindicato fortalece ato dos empregados em defesa do Saúde Caixa



Os empregados da Caixa participam, nesta quarta-feira (20), do Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa. O Sindicato dos Bancários de Pernambuco realizará um ato público, a partir das 9h30, na Caixa Econômica Federal - Agência Conde da Boa Vista, no centro do Recife.

Na ocasião, todos vestirão branco para protestar contra a alteração no modelo de custeio do Saúde Caixa.

Desde 2004, a patrocinadora paga 70% das despesas assistenciais e os usuários os outros 30%. Porém, a Resolução nº 23 – CGPAR publicada pelo governo federal e a recente alteração no Estatuto da Caixa estipulam o limite correspondente a 6,5% da folha de pagamento para a participação do banco nessas despesas, à revelia do que prevê o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Para presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, as mudanças no custeio do plano de saúde dos empregados da Caixa fazem parte do processo de desmonte imposto pelo governo federal ao setor público no país. “A Caixa tem fechado agências, reduzido o quadro de pessoal com os planos de demissão voluntária e sobrecarregado os empregados que permanecem na ativa e precarizado os serviços prestados à população com o objetivo de criar o ambiente para a privatização. O ataque ao plano de autogestão dos empregados atende à agenda ultraliberal do governo. Vamos lutar em defesa da Caixa 100% pública e da manutenção dos direitos dos bancários”, afirma.

É consenso entre as entidades representantes dos trabalhadores que como a inflação médica aumenta mais rapidamente que os índices de correção dos salários e benefícios previdenciários, e como a Caixa vem reduzindo seu quadro de pessoal, em breve, o novo limite estipulado será atingido e os custos excedentes recairão sobre os usuários.

Na avaliação da diretora da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro no Nordeste (Fetrafi-NE) e delegada sindical pela Caixa, Cândida Fernandes, o Saúde Caixa se tornará financeiramente inviável, caso a empresa implemente a mudança. “Não há justificativa para alterar o atual modelo de custeio do Saúde Caixa, pois o plano tem apresentado superavit. Em 2016, acumulamos superávit de R$ 670 milhões. Os dados mais recentes, entretanto, estão restritos à gestão do banco, que não deu a devida transparência ao relatório atuarial de 2017”, conclui.

O envolvimento de todos os empregados e aposentados no processo de mobilização da campanha “Saúde Caixa: Eu Defendo” será necessário para impedir a retirada de uma das mais importantes conquistas dos empregados.

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