05/03/2018

COE-Itaú reivindica cumprimento da CCT



A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú se reuniu com a direção do banco para prosseguir com as negociações sobre as reivindicações dos trabalhadores a respeito da realocação e qualificação dos funcionários e sobre o adiantamento emergencial de salário nos períodos transitórios especiais de afastamento por doença. Os pontos apresentados são relativos às cláusulas 62 e 65 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).


A COE também cobrou que as homologações continuem sendo realizadas nos sindicatos, ainda em cumprimento na CCT.


Para o secretário de Saúde do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Wellington Trindade, o resultado da agenda é positivo. “O banco assumiu o compromisso de nos dar uma resposta nesta sexta-feira (9), sobre a demanda apresentada pelo movimento sindical. Nós requeremos que nos casos de adiantamento emergencial de salário, o bancário possa devolver o dinheiro parceladamente”, esclarece.


Segundo Trindade, a política implementada pelo governo central tem dificultado a concessão de benefício pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mesmo para trabalhadores comprovadamente adoecidos. “Por esse motivo, o desconto do salário antecipado pelo banco em uma única parcela se tornou inviável para o trabalhador”, complementa.


Com relação à cláusula n 62, uma das reivindicações da COE é que sejam garantidos a mesma lotação e cargo aos bancários que retornam ao trabalho após afastamentos por problemas de saúde ou gravidez. Além disso, o Programa de Readaptação, instituído pelo banco sem a participação do movimento sindical, não tem atendido às necessidades dos bancários.


Na reunião, o COE Itaú também exigiu que os bancários integrantes do Programa de Readaptação fiquem fora da avaliação até a total recuperação. “Apesar dos bancários que participam do Programa ter suas metas reduzidas, o sistema de avaliação não o considera uma pessoa em readaptação. Dessa forma, esses trabalhadores ficam sempre abaixo na curva de produtividade”, explica Trindade.


Sobre as reivindicações para que as homologações continuem sendo realizadas nos sindicatos, pelo, a direção do banco alegou que em alguns locais os gestores já faziam a rescisão. Para o Itaú, a única diferença é que antes o representante do banco ia até o sindicato. Mas, garantiu não ter restrição à participação do representante do sindicato na hora da rescisão, se isso for solicitado pelo bancário.

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