19/02/2018

NOTA PÚBLICA: EM DEFESA DA UNIDADE E DA TRANSPARÊNCIA

No fim do ano de 2017, a oposição impetrou uma ação judicial contra o Sindicato dos Bancários de Pernambuco, alegando malversação de recursos por parte da direção. Em razão de explícita inconsistência, o Ministério Público do Trabalho (MPT) arquivou a suposta denúncia (https://goo.gl/CSxny5). Contudo, de modo irresponsável, a oposição prossegue difundindo boatos para confundir a categoria que solicitou à entidade uma resposta contundente sobre a questão. Sendo assim, para pôr um fim aos rumores, dirimir quaisquer questionamentos e aprimorar as ferramentas de transparência da atual gestão, a direção deliberou em reunião do pleno a contratação de uma empresa de auditoria. Assim, a assessoria contábil que presta serviço para a entidade avaliou, como rigorosamente determina a lei, três propostas, vencendo a Empresa Guimarães Auditores por oferecer o menor custo pelo mesmo serviço, também por ser bem-conceituada no mercado e com registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).


Os trabalhos já começaram desde o dia 21 de janeiro de 2018 e inicialmente serão auditados os anos de 2016 e 2017, com o objetivo de conferir maior transparência à prestação de contas a ser realizada no primeiro semestre de 2018. Posteriormente, a auditoria vai retroagir às gestões anteriores.


Ignorando a decisão soberana retirada em reunião do pleno e ciente de que todos os pagamentos são autorizados conjuntamente, estranhamente, a titular da Secretaria de Finanças do Sindicato se recusou a assinar o contrato para a citada prestação do serviço sob alegação de falta de idoneidade da empresa selecionada e de prática de sobrepreço. A atitude mais uma vez irresponsável suscita algumas questões relevantes: a Empresa Guimarães Auditores é a mesma que a secretária de Finanças contratou para prestar o mesmo serviço quando foi presidenta da entidade (https://goo.gl/LjQ17n). Ora, se a empresa não é idônea, isso compromete enormemente a ex-presidenta do Sindicato e atual secretária de Finanças. Ela deveria defender a realização da auditoria, uma vez que foi ela e seu grupo que questionaram as contas do Sindicato, inclusive isso irá contemplá-la uma vez que também analisará as contas do período em que ela foi presidenta. Diante de sua recusa em contratar a empresa de auditoria, acreditamos que a secretária de Finanças busca tão somente criar um factoide para obter vantagens espúrias no processo eleitoral do Sindicato no qual vem demonstrando todo o interesse.


A negativa em proceder aos devidos pagamentos inclui também a campanha em defesa dos bancos públicos aprovada por mais de 90% dos bancários, entre outros serviços prestados pela entidade. Importa revelar, ainda, à categoria que a atitude temerária da secretária de Finanças pode causar grande prejuízo financeiro ao Sindicato, bem como danos à imagem octogenária de instituição séria e proba que está sendo maculada publicamente diante dos fornecedores e da sociedade de modo geral por causa de pessoas que ambicionam apenas disputar o poder, sem, de fato, ter compromisso com a defesa dos direitos da categoria.


Como se pode observar, a oposição está apenas preocupada com a disputa eleitoral e assim sendo, em nada se importa com a sustentabilidade institucional e menos ainda com o processo de desmonte dos bancos públicos e a precarização das relações de trabalho nos bancos privados. A afirmação pode ser comprovada nas peças de comunicação da oposição que se dedica a atacar de maneira vil nosso trabalho em defesa dos bancários, e nem sequer apresenta uma proposta ou uma ação que de fato contribua minimamente com a luta da categoria que no ano de 2017, por exemplo, registrou um aumento significativo na taxa de desemprego (https://goo.gl/3xAouu).


Diante das numerosas tentativas frustradas de solucionar as querelas dos opositores por meio do diálogo e de demais recursos democráticos e consensuais, a direção deliberou em reunião do pleno que acionará judicialmente as partes envolvidas para preservar a entidade de tamanho dano contra sua história e seu patrimônio. Enquanto seus diretores, que se sentiram prejudicados, já constituíram assessoria jurídica por conta própria e assumindo os custos, para em breve ajuizar, dentre outras, ação judicial onde será demonstrado que eles vêm sendo vítimas tão somente de procedimentos de cunho particular, refletindo a iniciativa insidiosa dos autores da denúncia no MPT de acusações injuriosas.


Ao tempo em que apresentamos aos bancários todas as nossas inúmeras ações que podem ser comprovadas no dia a dia das agências, nas ruas e nos nossos canais de comunicação (http://www.bancariospe.org.br). De nossa parte, reafirmamos total disposição para construir a unidade na luta, pois temos a consciência de que nesta conjuntura de ataques severos às conquistas da classe trabalhadora, é necessário pôr as ambições pessoais de lado e defender os direitos dos bancários acima de tudo. Assim sendo, vamos prosseguir trabalhando com afinco contra o desmonte dos bancos públicos, contra a precarização das relações de trabalho, contra o desemprego e contra a reforma da Previdência. Sigamos unidos e firmes porque só a luta nos garante!



Recife, 19 de fevereiro de 2018.

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