27/11/2017

Sindicato conquista 56ª reintegração neste ano



A demissão de trabalhadores adoecidos continua sendo uma prática recorrente nos bancos. Por este motivo, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco segue conquistando reintegrações e, apenas na última semana, três bancários foram oficialmente reintegrados às suas agências. Com essas, a entidade soma 56 ações ao longo de 2017.

Funcionário do Bradesco há seis anos, André Ribeiro já apresentava um histórico de doenças ocupacionais quando, depois de 10 dias afastado por ordens médicas, foi demitido sem justa causa. O bancário então deu início a um processo contra o banco junto ao Sindicato e conseguiu, na última sexta-feira (24), ser reintegrado. 



“Muito embora eu tenha deixado claro para o banco que vinha sofrendo com doenças laborais, a empresa insistiu em me manter trabalhando sob condições adversas, agravando assim o meu quadro. Em um dia comum de trabalho, recebi o comunicado de desligamento e procurei o Sindicato para iniciar o processo contra o banco. Em pouco tempo resolvemos tudo e eu sou grato à entidade por todo o apoio recebido”, afirma o bancário. 

Do mesmo modo ocorreu com Paulo Cezar, funcionário da Losango/Bradesco por 18 anos. Mesmo estando doente, o bancário foi demitido quando precisou se afastar durante dois dias por recomendações médicas.



“Foi um absurdo. Mesmo sabendo que eu estava doente, o banco não pensou duas vezes antes de me demitir. Quando fui informado, imediatamente procurei o Sindicato, onde aprendi tudo sobre os meus direitos trabalhistas e consegui concluir o processo de reintegração. Agora sei que não posso aceitar qualquer condição de trabalho a qual sou exposto - a exemplo de trabalhar em ambientes pouco iluminados que me causam problemas na visão como vinha fazendo - e graças a este conhecimento poderei reivindicar os meus direitos sempre que for necessário”, revela Paulo. 



O bancário, que será realocado para o Bradesco, foi reintegrado nesta quinta-feira (23). No mesmo dia, a bancária Marize Oliveira, funcionária do Santander há 18 anos, conseguiu concluir seu processo de reintegração, também com o apoio do Sindicato. Ela estava afastada de suas funções depois de um acidente de trabalho e foi desligada do banco ao retornar. 

“O que eu sinto com tudo isso é um grande menosprezo que vai desde dirigentes até os meus companheiros de trabalho. É muito triste, realmente. Mas graças ao nosso Sindicato, que é um dos mais atuantes de Pernambuco, eu me mantive estabilizada durante todo o processo e recebi as orientações necessárias até a conclusão do processo”, declara Marize.



O secretário de Saúde do Sindicato, Wellington Trindade, avalia os três casos. “São situações similares às que temos visto ao longo do ano. A nossa orientação é que os bancários não se intimidem com medo de represálias e façam a abertura da Comunicação do Acidente de Trabalho (CAT). Assim, eles estarão resguardados pela lei e poderemos agir para garantir a reintegração”, afirma.

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