13/11/2017

Funcef divulga relatório da Accenture, mas mantém segredo sobre valor do contrato



Nesta sexta-feira (10), em resposta aos diversos questionamentos feitos pelas entidades e pelos próprios participantes, a diretoria da Funcef divulgou os resultados do trabalho desenvolvido pela Accenture Strategy. A consultoria foi contratada no início do ano para elaborar um diagnóstico e um plano de ação para reestruturação organizacional. Procurada, a Funcef informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não está autorizada a divulgar o valor pago na contratação da consultoria, protegida por um acordo de confidencialidade.


Em sua página na internet, a Funcef destaca que a Accenture foi contratada em edital “por apresentar o menor preço e a melhor qualificação”. A Fundação também reitera que a contratação da consultoria foi aprovada com voto favorável de todos os diretores, e faz isso para que ninguém tente se esquivar da responsabilidade diante de tantas críticas dos participantes.


“A Fundação busca rever a governança, aperfeiçoar sua estrutura organizacional e devia começar por adotar a máxima transparência, mas não o faz. Se a Accenture foi contratada pelo menor preço, qual afinal foi o valor? Porque a Fundação mantém essa obscuridade toda”, questiona a diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus.


Segundo a Funcef, as propostas apresentadas pela Accenture serão analisadas por um grupo interno de trabalho e submetidas à avaliação da Diretoria Executiva e do Conselho Deliberativo.


Um passado que condena

Envolvida na fraude contábil que levou à falência da Enron, gigante americana de energia, em 2001, a célebre empresa de auditoria Arthur Andersen, que sempre figurou entre as grandes companhias globais de auditoria financeira, perdeu por completo a credibilidade ao participar do escândalo que culminou na falência da distribuidora norte-americana e levou junto o fundo de pensão dos funcionários da companhia e outros investidores da mesma categoria, num rombo que, na ocasião, foi estimado em US$ 1,5 bilhão.


Os jornais da época mostraram que a Enron escondia os prejuízos e turbinava os lucros com a conivência da empresa de auditoria, a mesma que deveria periciar a saúde contábil da empresa. Com o abalo na reputação, a Arthur Andersen deixou de operar em auditoria, e a sua parte de consultoria adotou o nome de Accenture.


Segundo a Funcef, o diagnóstico contratado ajudará a “transformar a Fundação em uma empresa moderna, austera, eficiente e equilibrada”.  Iniciado em 8 de abril, o projeto deveria ser executado no prazo de 90 dias.

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