09/11/2017

Empregados rejeitam proposta de alterações no Saúde-Caixa



A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) rejeitou ainda na mesa de negociação, realizada nesta quinta-feira (9), a proposta da direção do banco para alterar o modelo de custeio do Plano de Saúde Caixa. A decisão se contrapõe ao posicionamento intransigente da direção do banco que sequer garante entre os termos em discussão a estabilidade no emprego, a incorporação das funções e a assinatura do Termo de Compromisso, que garante o direito dos empregados da Caixa.


A reunião seguinte deveria debater os referidos pontos já colocados na reunião do dia 26 de outubro e que protege os trabalhadores dos malefícios da reforma trabalhista. No entanto, a Caixa mudou sua estratégia, negou todas essas garantias e retirou todas as questões debatidas anteriormente.


“Mesmo nos colocando à disposição para ouvir as propostas, já víamos com cautela a movimentação da direção da Caixa que não inspirou qualquer segurança para fechamento de acordo. Oportunamente, cantamos essa pedra para o Comando Nacional dos Bancários durante as nossas reuniões sobre o assunto. Diante da afronta, apoiamos veementemente a decisão do CEE-Caixa de virar a mesa negociação e seguir lutando com dignidade para defender os direitos dos empregados, conquistados com muita luta e que portanto não vamos permitir que sejam sorrateiramente subtraídos. A nossa principal bandeira deve ser a afirmação da Caixa 100% pública”, afirmou a presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues.


O embate começou no final de outubro, quando, sob alegação de que precisa se adequar as regras estabelecidas pelo Basileia 3, a Caixa informou que está empenhada em mudar o modelo de custeio do Saúde Caixa. Para isso, poderá, inclusive, mudar o estatuto da empresa, estabelecendo um teto de 6,5% da folha de pagamento anual como limitador para despesas com o plano.


Durante seu último encontro, o Comando avaliou que os empregados deveriam buscar garantias na negociação, visto que a empresa impunha mudanças no modelo de custeio do Saúde Caixa com o objetivo de reduzir as provisões que o banco é obrigado a garantir para cobrir despesas futuras com o plano de saúde.


A medida liberaria bilhões de reais, que poderiam fortalecer a base de capital da instituição, mantendo linhas de crédito do banco federal. Com o decreto publicado no dia 1o de novembro, que cria um regime especial para venda de seus ativos, o risco de privatização fica cada vez maior.


“A defesa da Caixa 100% Pública é uma defesa dos empregados da Caixa e acima disso uma defesa do povo brasileiro. Nossa luta é por moradia, saúde, educação, políticas públicas e mais qualidade de vida. Só a luta nos garante”, finalizou o coordenador CEE/Caixa, Dionísio Reis.


A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais convocam os trabalhadores para irem às ruas contra as reformas Trabalhista e da Previdência (PEC 287), do governo ilegítimo de Temer. As mobilizações vão acontecer em todo o país, nesta sexta-feira (10), véspera da entrada em vigor das novas regras.

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