03/10/2017

Atos em defesa da moradia popular e do Minha Casa Minha Vida marcam o Dia Mundial dos Sem Teto



Movimentos sociais realizam em todo o país nesta segunda-feira (2), Dia Mundial dos Sem Teto, manifestações para denunciar o congelamento de recursos e dos processos de contratação do “Minha Casa, Minha Vida”.  As mobilizações são promovidas pela União Nacional por Moradia Popular (UNMP), Movimento dos Trabalhadores por Direitos (MTD), Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM) e Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB). Em São Paulo (SP), a concentração será a partir das 14h, na Avenida Paulista, 1842, em frente ao prédio da Caixa Econômica Federal.


Na proposta orçamentária para 2018, enviada ao Congresso Nacional em 31 de agosto, segundo o movimento dos sem teto, além dos cortes em diversas áreas sociais, o valor destinado para a rubrica Moradia Digna é zero.


Desde maio de 2016, o Governo Temer impõe uma agenda que reduz drasticamente os recursos para habitação destinada às famílias mais carentes e ameaça privatizar empresas e bancos públicos como a Caixa Econômica Federal.


“É preciso fortalecer as alianças no campo popular para lutar por nenhum direito a menos e enfrentar os novos desafios que virão diante de um governo que não tem qualquer interesse em promover uma política pública que atenda à população de baixa renda, justamente onde existe o maior deficit habitacional”, afirma o presidente da Fenae, Jair Ferreira.


A Fenae, que integra o Fórum Nacional de Reforma Urbana (FNRU) desde 1993, tem apoiado a luta dos movimentos sociais por moradia digna e defende a Caixa 100% pública, e agente operador de políticas públicas nessa área. A Federação também representa o segmento dos trabalhadores no Conselho Nacional das Cidades (ConCidades) que surgiu em 2004 como um importante instrumento de gestão democrática da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano.


Os movimentos por moradia popular e de reforma urbana entendem que não existe por parte do governo Temer a intenção de construir qualquer política pública que seja alinhada às necessidades da população de baixa renda. "É uma estratégia para deixar as famílias de baixa renda de fora das políticas sociais, sem acesso à terra e moradia rural e urbana, ao saneamento e ao transporte", destacam as entidades.

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