27/09/2017

Caravana em defesa dos bancários segue da Capital ao Interior



Dez agências bancárias da Capital e do Interior de Pernambuco contaram com a presença de diretores do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, nesta quarta-feira (27). A ação teve o objetivo de apresentar a campanha “Se é público, é para todos” aos empregados e usuários da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil (BB) e Banco do Nordeste do Brasil (BNB); além de tratar sobre temas como acordo bianual, reajuste salarial e Campanha Nacional nas agências do Bradesco, Santander e Itaú.


Cinco agências públicas localizadas nos bairros de Casa Amarela, no Recife, e no município de Limoeiro receberam a visita da carava, que distribuiu panfletos com alerta para os riscos da privatização. Ainda sem acreditar nas notícias que circularam na imprensa nas últimas semanas, que denunciam a presença dentro do BB de uma empresa de auditoria ligada aos sócios do Itaú, os funcionários suspenderam suas atividades para ouviros dirigentes.


“É verdade, a Falconi Auditoria preparou toda a reestruturação, que fechou mais de 400 agências no país e reduziu o quadro de pessoal, e continua dentro do banco prestando serviço. Foram contratados sem licitação. E, com toda certeza, não estão trabalhando para tornar o BB concorrente do Itaú. O interesse é preparar o banco para ser privatizado”, afirmou a secretária do Ramo Financeiro do Sindicato, Andreza Camila.


Nos rostos dos bancários pairava o temor do descomissionamento. Contudo, as ameaças do ilegítimo governo de Michel Temer são mais profundas. “A terceirização já foi aprovada, a reforma trabalhista entra em vigor em novembro e a reforma da Previdência continua em banho maria. Precisamos nos manter mobilizados para defender a manutenção dos nossos direitos”, completou.


O papel social desempenhado pelo BB, BNB e Caixa foi ressaltado em todas as unidades. “São os bancos públicos que atendem à população mais carente com os programas sociais, financia crédito para a agricultura familiar e para pequenos e médios empresários, fomenta o crescimento do país. Os bancos públicos não estão preocupados com nada disso. Essa mesma parcela da população é expulsa dos bancos privados”, compara o diretor do Sindicato, Flávio Coelho.




Nas outras cinco agências de bancos privados, os diretores explicaram aos funcionários que a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) está realizando um estudo jurídico para avaliar a legalidade de uma greve, mesmo com um acordo em vigência. “Garantimos um reajuste acima da inflação e asseguramos mais de cem cláusulas além do previsto na CLT, com validade até 30 de agosto de 2018. Não podemos colocar o que conquistamos em risco. Mas, temos pontos específicos para negociar com os bancos”, esclareceu Coelho.


A atividade continua amanhã, nas agências da rua da Concórdia e na Dantas Barreto, no centro do Recife. "Os bancários têm o dever de se engajar nesta luta, que não é só do Sindicato. Se ficarmos batendo metas dentro das agências, preocupados em garantir as comissões, amanhã não teremos direitos, empregos e nem bancos públicos neste país", concluiu o diretor Cléber Rocha.

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