13/09/2017

Caravana em Defesa dos Bancos Públicos chega ao município de Camaragibe


A campanha do Sindicato dos Bancários de Pernambuco contra o desmonte dos bancos públicos alcança a cada semana um número maior de bancários e usuários do sistema financeiro. Nesta quarta-feira (13), diretores da entidade visitaram cinco agências da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil (BB) e Banco do Nordeste do Brasil (BNB) localizadas no município de Camaragibe e na avenida Caxangá, na Zona Oeste do Recife (PE).


O diretor do Sindicato e funcionário do BNB, Rubens Nadiel, motivou os demais funcionários a valorizarem o papel de fomento desempenhado pelo banco. "Onde o Banco do Nordeste abre uma agência há uma transformação da região. Nós temos um atendimento humanizado e fomentamos o desenvolvimento dos municípios", afirmou.


O dirigente criticou a desestruturação que está ocorrendo no banco, apresentando o exemplo da agência Caruaru, que perderá sete funcionários e uma função de gerente Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf).




No Banco do Brasil, os efeitos da “reestruturação" já são concretos. O fechamento de sete agências no Estado e a redução do corpo funcional vem sobrecarregando as unidades que permaneceram ativas. Em Camaragibe, a situação encontrada nesta manhã era de filas enormes e demora para o atendimento dos usuários.


"O governo golpista tem lançado planos de incentivo à aposentadoria para promover o esvaziamento das agências públicas. Essas vagas não estão sendo repostas, o que gera precarização no atendimento e adoecimento dos bancários", avalia o diretor da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Fetrafi) Nordeste, Aluízio Lira.


Após ouvir com atenção a mensagem levada pelo Sindicato, a cliente do BB Eloíza Nascimento expressou o seu desejo: "fora temer!". "Estão retirando os nossos direitos e colocando à venda as empresas públicas. A população precisa participar das mobilizações para assegurar o que ainda temos", disse.


Os dirigentes destacaram o papel social da Caixa ao gerir o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), entre eles, investir em saneamento básico, financiar a casa própria e programas educacionais. "A previsão da direção da empresa é fechar cerca de cem agências no Brasil. Não vamos aceitar, porque é a Caixa que atende à população mais pobre, que não consegue abrir uma conta ou obter crédito em um banco privado", ressaltou o diretor Flávio Coelho.


Na ocasião, os dirigentes convidaram os bancários e a população para a Audiência Pública em defesa dos bancos públicos, que será realizada na próxima segunda-feira (18), às 9h, na Assembleia Legislativa de Pernambuco. "Estamos lutando para que os bancos públicos possam continuar fomentando o desenvolvimento social e econômico do país", concluiu Coelho.

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