16/06/2017

Criada Frente Parlamentar Mista de Defesa dos Bancos Públicos

 


Fortalecer os bancos públicos é defender o Brasil. Esse foi o foco das discussões que foram realizadas no seminário de lançamento da Frente Parlamentar Mista de Defesa dos Bancos Públicos, na terça-feira (13), no Senado Federal, em Brasília (DF). 

 

O auditório Senador Antônio Carlos Magalhães ficou lotado com lideranças interessadas no debate. O Sindicato dos Bancários de Pernambuco, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), federações de trabalhadores, movimentos sociais, governadores e representantes da Academia marcaram presença.

 

A Frente Parlamentar foi criada para ampliar a discussão sobre a importância dos bancos públicos como instrumentos de fomento ao crédito e às políticas sociais através da promoção de audiências públicas nos Estados e Municípios. 

 

Para subsidiar as reflexões, o professor titular do Instituto de Economia da Unicamp, Fernando Nogueira, apresentou um estudo sobre a situação dos bancos públicos no Brasil e falou a respeito do papel fomentador dessas entidades financeiras. “Os bancos privados privilegiam o financiamento do setor automobilístico e cartão de crédito. Já os bancos públicos fazem financiamento em várias políticas públicas, como o setor habitacional e agricultura familiar com juros mais baixos”, retratou Fernando Nogueira. 


Na avaliação da secretária-Geral do Sindicato, Sandra Trajano, que representou a entidade no evento, os dados apresentados deixam claro o objetivo presidente ilegítimo de Michel Temer. "O governo tem descredenciado os bancos públicos, manobrado o desmonte, quebrando uma cadeia de investimentos importantes no país e nas Regiões. O que vemos é que essa política vai na contra mão do que foi feito nos governos populares", afirma. 

 

Ainda segundo Sandra, defender o Brasil é o que está posto. "Na crise de 2008, o Brasil foi impactado de forma mínima porque tinha bancos públicos fortes e que foram capazes de permanecer concedendo linhas de crédito. O que o governo quer com o desmonte dessas empresas é abrir espaço para o capital privado. Os bancos privados estão acompanhando tudo de perto de olho no FAT e no FGTS, que são montantes robustos. Sabemos que o setor privado visa o rentismo, deixando de lado o desenvolvimento social", conclui.

  

A realidade demonstrada pelos dados do estudioso é confirmada pelos governadores que estavam presentes no Seminário. “Os bancos públicos são instrumento de desenvolvimento. É botando dinheiro nas mãos dos mais pobres que multiplicamos a economia. Esse direito ao crédito não pode ser perdido. Pode ter controle os gastos das despesas, mas sempre defendendo um projeto que faz a economia crescer e proteja o emprego”, disse Wellington Dias, governador do Piauí e empregado da Caixa.

 

Durante o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos no Senado parlamentares e representantes dos trabalhadores também reafirmaram a importância dos bancos públicos para a sociedade brasileira. 

 


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