13/06/2017

Sindicato conquista mais uma reintegração no Itaú


Em outubro de 2014, o funcionário Tony Rômulo foi afastado do banco Itaú enquanto recebia acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Mas, logo foi reintegrado via ação judicial em dezembro do mesmo ano. O bancário passou por tratamentos e voltou às atividades em junho de 2016, mas foi novamente desligado pela empresa em novembro do mesmo ano, sem qualquer justificativa.


Com o apoio do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, ele conquistou a reintegração nesta terça-feira (13), após perícia médica do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e reconhecimento por parte da Previdência Social de que o afastamento ocorreu em razão de doença adquirida no ambiente de trabalho (B91). Com este registro, a entidade sindical soma 28 reintegrações neste ano de 2017.


Segundo Tony, as más condições de trabalho oferecidas pelo banco foram agravando seu quadro de saúde durante sete anos de labor. “Nós, bancários, sofremos muito com pressão para cumprir metas abusivas e somos vítimas de assédio. Sem contar que somos constantemente atacados com ameaças de demissão, o que é um absurdo, mas infelizmente faz parte da nossa rotina”, disse.


O bancário revelou ainda ter orgulho do Sindicato que o representa. “Durante todo esse processo, fui acompanhado pelas secretarias da entidade e estou extremamente satisfeito com os serviços prestados. Sei que muitos trabalhadores não têm esse suporte e fico feliz e orgulhoso em saber que sou representado por uma instituição corajosa, que sabe como os banqueiros agem de má fé com seus funcionários, e que sempre luta em defesa dos trabalhadores”, declarou.


Mesmo sendo reintegrado, o funcionário vai permanecer afastado da função de gerente de plataforma da agência na qual trabalha, no bairro de Boa Viagem, na cidade do Recife (PE). Ele ainda está em benefício previdenciário e continuará sendo assistido pela equipe médica.


O secretário de Saúde da entidade, Wellington Trindade, observa que embora os resultados sejam bons, se faz necessário um maior investimento em ações preventivas. “Essa é uma conquista de âmbito jurídico, que comprova que o bancário está sendo demitido doente. Embora o índice de afastamento por LER/DORT ainda seja o principal motivo de afastamento da categoria, o transtorno mental, oriundo da cobrança de metas abusivas e de outras formas de desrespeito, teve aumento significativo. O Sindicato vem se esforçando nas mesas de negociação para assegurar que esse tipo de coisa não aconteça mais. Nossa missão é resguardar a saúde e os direitos dos trabalhadores, e, para isso, continuaremos investindo em ações preventivas, pois sabemos que a prevenção é a melhor saída para evitar o adoecimento dos trabalhadores”, concluiu. 

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