15/03/2017

Bancários marcham contra reforma da Previdência no Dia Nacional de Paralisação


Os bancários pernambucanos se somaram às demais categorias e realizaram uma grande marcha contra as reformas trabalhista e da Previdência, neste Dia Nacional de Paralisação, quando milhares de trabalhadores tomaram as ruas do centro do Recife.

Das 9h às 11h, lideranças sindicais se reuniram com os funcionários das agências localizadas na avenida Conde da Boa Vista paralisando o expediente para alertá-los sobre os impactos da reforma da Previdência. De lá, seguiram em passeata até o prédio do INSS, na avenida Dantas Barreto onde reforçaram os protestos.

O ato foi convocado pelas centrais sindicais de todo o país. Em Pernambuco, os bancários votaram em assembleia pela adesão ao movimento. “É hora de todos os trabalhadores se unirem e os bancários não podem ficar fora da luta. Nos enfileiramos nessa grande passeata democrática para dizer não à reforma da Previdência, não a esse governo golpista. Nós exigimos uma auditoria e uma CPI da Previdência. Na rua, a batalha continua e os bancários seguem firmes e fortes”, afirma a presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues. Ela destaca ainda que além de ser um ataque brutal contra os direitos dos trabalhadores, as investidas que pretendem acabar com a Previdência Social revelam um governo comprometido com a venda da aposentadoria para os bancos privados que financiaram o golpe no país.

A proposta apresentada pelo governo golpista de Michel Temer estabelece 65 anos de idade mínima para homens e mulheres, com 49 anos de contribuição, como critérios para conceder a aposentadoria integral. “Precisamos construir uma consciência coletiva. O governo lançou um pacote de maldades para retirar os direitos dos trabalhadores e assim destruir, inclusive, a identidade de classe”, avalia o secretário de Administração do Sindicato, Geraldo Times. Caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287 seja aprovada, os bancários perderão o direito à aposentadoria especial de 30 anos de contribuição.

Para defender a perversa reforma da Previdência, os golpistas alegam que há um rombo em decorrência do pagamento de aposentadorias. A falácia é contestada por especialistas que calcularam todas as receitas e despesas da Seguridade Social. Segundo o secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato, João Rufino, a Previdência é superavitária. “Estudos indicam superavit de R$ 7 bilhões. O problema é que o dinheiro está sendo desviado para o pagamento da dívida pública. O governo retira bilhões através da Desvinculação de Receitas da União (DRU)”, denuncia. 

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