26/03/2011

Bancários do BB são humilhados pela Superintendência de Varejo do Banco

O Sindicato recebeu nos últimos dias uma série de denúncias contra a Superintendência de Varejo do Banco do Brasil, que estaria pressionando e humilhando funcionários das agências da região metropolitana do Recife. Segundo as denúncias, a Superintendência estaria fazendo reuniões nas agências e, nesses encontros, sobram expressões chulas, preconceitos, machismos e ameaças de descomissionamentos. O motivo: as agências não estariam cumprindo metas.

“A Superintendência tem abusado na relação com os bancários. Segundo apuramos, o superintendente diz que o BB deve atuar como banco privado e que ele defende que a empresa deveria descomissionar os funcionários com apenas uma avaliação negativa e não com três como está no acordo coletivo dos bancários”, conta Sandra Trajano, diretora do Sindicato.

Além das ameaças, o superintendente estaria desrespeitando as mulheres, com discursos machistas e palavras de baixo calão. “Fomos até as agências e confirmamos as denúncias. O Sindicato é totalmente contra este tipo de atitude. Temos um belo histórico na luta contra o assédio moral, inclusive com um acordo conquistado recentemente para combater esse mal. A atitude do gestor não só vai de encontro a este acordo, mas também rasga o código de ética do BB e a cartilha produzida pelo próprio banco sobre as normas de conduta para prevenir o assédio moral. Na página 9 da cartilha está expresso que o funcionários não pode “usar o cargo ou função para amedrontar ou ameaçar pessoas com punição em caso do não cumprimento das metas/objetivos da empresa””, detalha o secretário de Saúde do Sindicato, João Rufino.

O dirigente ressalta que a mesma página da cartilha diz que os funcionários não podem “desqualificar quem quer que seja usando expressões pejorativas e depreciativas para rotular o desempenho ou resultado do trabalho. “E é tudo isso que esse gestor está fazendo”, diz Sandra.

Reação do Sindicato – Para tentar solucionar o problema, o Sindicato marcou uma reunião com a Superintendência Regional e com a Gepes (Gerência de Pessoal) do BB. “Queremos que o banco cobre do gestor uma mudança de atitude, pois a forma com que ele está conduzindo seu relacionamento com as agências só tem causado mal estar e deixado o ambiente de trabalho insuportável. Em vez de motivar seu pessoal, o superintendente só tem deixado os funcionários desgostosos com o banco. E isso pode ter sérias consequências na saúde e no próprio desempenho do bancário”, diz Rufino.

O Sindicato pretende fazer a reunião com a Superintendência e com a Gepes nesta segunda-feira, dia 28.

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