12/01/2017

Aniversário de 156 da Caixa é mote para defesa dos bancos públicos



Nesta quinta-feira (12), no dia em que a Caixa Econômica Federal completa 156 anos de história, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco e a Central Única dos Trabalhadores (CUT-PE) realizaram um grande ato em defesa das empresas públicas. A atividade reuniu representantes dos movimentos sindicais e sociais que lutam contra desmonte dos bancos públicos.

O protesto contou com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores da Previdência (Sindsprev), Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco (Sinjope), Levante Popular da Juventude, Frente de Luta pelo Transporte Público, Juventude PT e Convergência Negra.

A presidenta do Sindicato dos Bancários, Suzineide Rodrigues, destacou a importância social da Caixa. "Aniversário se faz com história. A Caixa foi o banco onde os escravos juntaram o seu dinheiro para pagar pela alforria. Ela não foi criada para dar lucro. Hoje, essa estatal é responsável por programas sociais importantes para a população e para o desenvolvimento do país", defende.

A Caixa fomenta programas como o Minha Casa-Minha Vida, Bolsa Família, e é responsável pela gestão de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Porém, os investimentos nos programas sociais podem acabar, caso a sociedade não participe da resistência contra o projeto ultraliberal que está sendo implementado pela atual gestão do governo Federal.

Os clientes da agência Conde da Boa Vista da Caixa, onde ocorreu o protesto, também declararam seu apoio em defesa do patrimônio público. A aposentada Maria Lúcia Feldhues criticou a postura "entreguista" do governo ilegítimo do presidente Michel Temer. "As empresas públicas devem servir ao povo brasileiro. Mas, o governo Temer está retirando os direitos da população e entregando o que é do povo para as multinacionais. O governo está retirando a capacidade produtiva do Brasil", denuncia.

O presidente da Estatal, Gilberto Occhi, anunciou que a empresa lançará um Programa de Demissão Voluntária (PDV) para cortar cerca de 10 mil empregados e estuda fechar 100 agências não lucrativas.

O secretário de Comunicação da CUT-PE e diretor do Sindicato, Fabiano Moura, denunciou o real objetivo das medidas anunciadas pela Caixa e que já se concretizaram no Banco do Brasil. "A questão da reestruturação passa por um projeto de governo que visa desmontar as empresas públicas. A Petrobras foi a joia do golpe. Todas as nossas riquezas estão sendo entregues ao capital estrangeiro", diz.

No Banco do Brasil, a reestruturação prevê o fechamento de 402 agências e o corte de mais de 9 mil funcionários. No Banco do Nordeste do Brasil (BNB) também já está ocorrendo uma reestruturação silenciosa, que poderá culminar na perda de cargos e fechamento de 26 agências.

Para informar a sociedade e os bancários sobre o papel dos bancos públicos para o desenvolvimento do país, o Sindicato visitou antes do ato as agências do BB, BNB e da Caixa, localizadas na Agamenon Magalhães, Avenida Conde da Boa Vista e Bairro do Recife. A ação integra a campanha "Se é público, é para todos", que será fortalecida ao longo do ano.

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