04/03/2016

"Licença menstrual": entre a produtividade e o debate sobre igualdade de gêneros


Uma empresa em Bristol, na Inglaterra, resolveu introduzir uma política de trabalho flexível para suas funcionárias levando em conta seus ciclos menstruais. A ideia é que a medida crie um ambiente de trabalho “mais feliz e saudável.” A empresa acredita que a política torna todos os funcionários mais produtivos.

A política, que tem o apoio de um ginecologista inglês, ainda não foi implantada, mas será discutida em um seminário no dia 15 de março. De acordo com a empresa, chamada Coexist, a ideia é aumentar o bem-estar e a produtividade dos funcionários levando em conta os ciclos hormonais do corpo de homens e mulheres, e isso inclui o ciclo menstrual.

“O fim da menstruação e o período imediatamente após o ciclo é quando a mulher produz três vezes mais. Então queremos equilibrar o fluxo de trabalho de maneira condizendo com os ciclos naturais do corpo”, explicou uma das diretoras da empresa.

Outros países já têm políticas parecidas. Mas é uma conquista considerada sexista por alguns grupos - e que esquenta a discussão sobre igualdade de gêneros no ambiente de trabalho.

Debate sobre sexismo - Outros países já têm políticas parecidas. Mas é uma conquista considerada sexista por alguns grupos - e que esquenta a discussão sobre igualdade de gêneros no ambiente de trabalho.

Ainda assim, faz sentido conceder folgas apenas para mulheres? Uma pesquisa do site Daily Beast com seus leitores mostrou que muitas mulheres temem que instituir uma medida do tipo como política pública possa aumentar a desigualdade de gênero no mercado de trabalho.

Outra análise, do site Salon, concorda. Para a repórter Catherine Price, ideia pode atrapalhar as conquistas do feminismo e a tentativa de fazer com que mulheres e homens sejam vistos como forças de trabalho equivalentes.

A solução, sugerem, é dar mais dias de folga para homens e mulheres e deixar que todos decidam como devem tirá-los.

No Japão - A ideia é novidade no Reino Unido, mas já é regra em outros lugares. Ao redor do mundo, outros países têm políticas que dão dias de folga e flexibilidade de trabalho a mulheres de acordo com seus ciclos menstruais. 

Outros países, como Indonésia, Filipinas e Taiwan têm legislações que garantem dois ou três dias de folga para mulheres durante esses períodos.

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